quarta-feira, 20 de maio de 2009

Revolta da Chibata


Revolta da Chibata.

O uso do açoite como medida disciplinar era aplicado nos marinheiros, como no tempo em que existia o pelourinho. Todos os marinheiros, na sua esmagadora maioria negros, continuavam a ser açoitados às vistas dos companheiros, por determinação da oficialidade branca. Neste contexto surge a insatisfação dos marinheiros em relação aos maus tratos que os mesmos vinham sofrendo.Em 22 de novembro de 1910, a lembrança das 250 chibatadas recebidas por um marinheiro, no dia anterior, deflagra o início da revolta.Tendo João Cândido como líder, resolveram sublevar-se imediatamente. Num golpe rápido, apoderaram-se dos principais navios da Marinha de Guerra brasileira e se aproximaram do Rio de Janeiro. Em seguida mandaram mensagem ao presidente da República e ao ministro da Marinha exigindo a extinção do uso da chibata.
Três dias depois, porém, veio a traição. O então ministro da Marinha determinou a expulsão dos líderes do movimento. Os marinheiros tentaram reagir, mas o governo lançou violenta repressão que culminou com dezenas de mortes, centenas de deportações e a prisão de João Cândido. "O Almirante Negro" foi colocado numa masmorra da Ilha das Cobras de onde foi o único a sair vivo, de 18 marinheiros.

Solto anos depois, João Cândido passou a viver como vendedor de peixes na Praça Quinze, Rio de Janeiro. "Morreu em 1969, sem patente e na miséria.

João Cândido o Almirante Negro

Biografia de João Cândido o Almirante Negro.

João Cândido tem um rosto, uma voz e uma asasinatura. um brasileiro que orgulha a nação e que por muitos é ainda desconhecido.um herói.Um negro.Que fez um motim em 22 de novembro de 1910, para os marujos não levarem mais chibatada.Esse marinheiro gaúcho, nascido em 24 de janeiro de 1880, demonstrou mais uma vez a coragem herdada dos seus descendentes negros. Morreu aos 89 anos mas, deixou um legado de luta como exemplo para todos os negros e afros-decendentes do Brasil. Eis mais um testemunho de sangue derramado, por um ideal de transformação. Continuemos na luta!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

texto:leitura,performace e recepção.

Neste livro o polígrafo Paul Zumthor trabalha várias formas de conhecimento das quais foi um estudioso - antropologia, sociologia, história, filosofia, linguística, teoria literária - e imprime um conceito de performance muito singular - nenhum outro autor buscou uma conexão tão próxima à poesia. Sua contribuição também foi decisiva à definição da performance como linguagem artística. Para Lucio Agra, estudioso da comunicação e da semiótica que assina o texto de orelha do livro, ´Num tempo em que se discute a cultura - e os múltiplos aspectos desta - em consonância/ dissonância com os universos populares, as questões identitárias, os modos de uma existência subjugada pelo hipercapitalismo que nos cerca, as observações deste suíço/canadense abrasileirado (Zumthor amava nosso país), sua inteligente formulação de questões que se ligam diretamente a esses problemas, pode funcionar como uma iluminação.

Filme: Frida!!!

O filme retrata a vida da pintora mexicana Frida Kahlo, desde a sua adolescência até a morte. Frida Kahlo foi um dos principais nomes da história artística do México. Conceituada e aclamada como pintora, ela teve também um casamento aberto com Diego Rivera, seu companheiro também nas artes, e ainda um controverso caso com o político Leon Trostky e com várias outras mulheres.

No filme, o marido Diego Rivera representa um mulherengo, e Frida aceita-o pedindo-lhe apenas lealdade, o que não acontece quando Frida encontra Diego com sua irmã, então ela pede o divórcio.